Talvez você retorne aqui e todos os textos tenham sumido ou note que as palavras foram trocadas e o sentido de um poema, de um texto, de uma frase, de um aforismo foi totalmente invertido. Aqui é RASCUNHOlogia, não Definitivologia.
quinta-feira, 14 de abril de 2022
O segundo em que tudo cresce
sexta-feira, 25 de março de 2022
Eu estou escrevendo um livro chamado "Triz"
Já o escrevi, reescrevi, reformulei, re-reformulei, desconstruí e reconstruí e construí do zero, depois subtraí, multipliquei por zero, apaguei tudo e então recomecei, e assim por diante, numa conta matemática que só faz sentido para quem é de humanas. Acho que ele nunca irá acabar. Acho que nunca darei conta de pôr um ponto final. Mas, cá está o primeiro capítulo:
domingo, 6 de março de 2022
No meio do caminho
Ando sem saber o que escrever. O que dizer depois de tudo isso? Acho que nada. Vou colocando um pé na frente do outro. Não corro, não me apresso. Nada tenho a desejar. Observo o chão enquanto caminho. As pedras, a sujeira, o asfalto. Mas não sei aonde vou. Só sei até onde pisei. Todos os meus planos, que nem eram planos realmente, envolviam um sonho. Abstrato, irreal e impossível. E agora? Apatia. Tira-se os sonhos dos humanos e o que deles sobra de humano? Uma explosão à esquerda, um carnaval à direita, e eu caminhando sem rumo, tropeçando de um lado pro outro, como um embriagado qualquer, que sofre por um problema qualquer, nessa vida qualquer, que estapeia qualquer um que possui rosto. Rodopio os pés para olhar até onde caminhei, sem retornar. Não retorno porque desejo seguir em frente, mas porque é impossível voltar ao ponto de partida. O passado foi se apagando enquanto seguia meus passos. Quando olho para trás, o que vejo é um retrato, que vou colorindo, apagando e rearranjando ao bel prazer da memória e da saudade. Existir é um teatro, e meu passado é um cenário, o plano de fundo de uma trama que jamais desejei explorar. Me resta é caminhar, mesmo que arrastando os pés entre a folia e as tragédias. Caminharei melhor se me concentrar em só olhar para frente. Meus passos me bastam.
domingo, 20 de fevereiro de 2022
Algumas poesias por aí
escritor
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022
À Sara
Minha Sara,
Belo o momento em que olhastes para trás!
Titubeou-se em pensamento de espírito voraz
Quanta ternura em noite clara
E retornaste, curiosa, em passos de carne
Quanta coragem!
Vi-te de lá. Vistes-me à margem
Mira aos céus, Sara! E alarme!
Em vão.
Te arrependerias? Resposta morosa...
Tornaram-te areia ao fitar-me em chamas
Em teu corpo granulado já não se refletia flamas
Nas tuas narinas de sal, sentistes odor da polvorosa?
Esfarelaram-te sem misericórdia
Mas esculpida em tua face, inextinguível vitória
Qual o último do teu órgão, converteu-se em grão?
Creio, Sara, que o coração.