A vida é tênue, frágil como...
como aquele...
aquele negócio de neve. Grão? Não é não.
Onde já se viu grão de neve? É redondinho e geométrico.
Eu nem sei quantas formas tem. Cada um vem de um jeito.
Derrete quando paira do céu e cai no dedo.
Está em todas as decorações de natal brasileiras...
Não sei por qual razão, o natal daqui é quente, quente.
Definitivamente não é grão. Grão é de areia, de arroz, mas não de neve.
No momento, a vida é um grão de areia no shorts de praia...
Deixa pra lá essa analogia.
...
Não consigo pensar em outra coisa! Que ridículo.
Neve. Nevasca. Pense gelado. Vamos lá...
Bolotinha de neve? Santo deus! É um negocinho meio translúcido.
E não é grão!
Pão de neve?
Nevinha?
Nevita?
Ah, esquece! Segunda tem Fla x Flu.
No Brasil nem neva. Diabo de analogia.
Vou é assistir comendo um pote de sorvete.
Sorvete de flocos.
Floco!
A vida é um floco de neve. Amém!
Mas por que, mesmo?