segunda-feira, 18 de junho de 2018

Clair de Lune

"Clair de Lune" é o terceiro movimento da suíte para piano "Suite bergamasque", composta pelo francês Claude Debussy, em 1903, inspirada no poema de mesmo nome, do poeta Paul Verlaine, em 1869.


Gravação de 1913. Música tocada pelo próprio Debussy.

Como eu me apaixonei por esse movimento, busquei o poema que o inspirou e o traduzi (inglês+francês), com a maior precisão possível (para mim):

Luar

Sua alma é uma paisagem escolhida
Que vai encantando máscaras e bergamascas,
Tocando alaúde e dançando quase
Tristes em seus fantásticos disfarces.
Enquanto cantam em modo menor
O amor vitorioso e a vida oportuna
Não tem o ar de crer em sua felicidade
E sua canção se mistura ao luar,
Ao calmo luar triste e belo
Que faz sonhar as aves nas árvores
E soluçar de êxtase as fontes de àgua,
As grandes fontes de água esbeltas entre os mármores.
- Paul Verlaine
*Bergamascas: dança/música típica italiana

Horace

"Envergonhe-se de morrer até que você tenha conquistado alguma vitória para a humanidade."

- Horace Mann

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Kierkegaard

"Quando eu era muito jovem e estava na caverna de Trofónio*, eu esqueci de rir. Então, quando fiquei mais velho, quando eu abri meus olhos e vi o mundo real, eu comecei a rir e nunca mais parei. Eu vi que o significado da vida era ter um sustento, que o objetivo da vida era ser um juiz da Alta Corte, que a alegria da vida era casar com uma garota rica, que a benção da amizade era ajudar uma ao outro nas dificuldades financeiras, que sabedoria era o que a maioria dizia ser, que paixão era fazer um discurso, que coragem era arriscar ser multado em 10 dólares, que cordialidade era dizer 'Muito obrigado' após uma refeição, e que o temor a Deus era ir a comunhão uma vez por ano. Foi isso o que eu vi. E eu ri."

- Kierkegaard

*Caverna de Trofónio = fundo do poço, em estado depressivo.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Contexto

   Enquanto a figura esguia lentamente desaparecia no horizonte nublado, buscando apagar os rastros de seu crime, a terra já tratava de devorar sua vítima. O vil solo, úmido de chuva, sujara as peças de pano fino e as joias de ouro atadas a carne do pescoço do cadáver mal enterrado. Cadáver este que jamais terá a oportunidade de aprender a sua lição: pague seu assassino de aluguel.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Eu serei verdadeiro

Poema de Howard. A. Walter (traduzido por mim):

Eu serei verdadeiro, pois há aqueles que confiam em mim;
Eu serei puro, pois há aqueles que se importam;
Eu serei forte, pois há muito o que sofrer;
Eu serei corajoso, pois há muito o que se desafiar.

Eu serei amigo de todos - dos inimigos, dos sem amigos;
Eu doarei, e esquecerei as recompensas;
Eu serei humilde, pois eu conheço minhas fraquezas;
Eu olharei para o alto, e rirei, e amarei e me elevarei.

Eu serei leal em todos os momentos;
Eu estarei em constante contato com Deus;
Eu serei forte para seguir aonde Ele me levar;
Eu terei fé para me manter no caminho de cristo.

Quem está tão baixo que eu não possa ser irmão?
Quem está tão alto que eu não tenha um caminho para ele?
Quem é tão pobre que eu não possa sentir sua fome?
Quem é tão rico que eu não possa sentir pena?

Quem está tão machucado que eu não possa sentir sua mágoa?
Quem canta de forma a alegrar meu coração que não possa eu compartilhar?
Quem no céu de Deus está além da minha visão?
Quem no profundo inferno eu não posso cobrar?

Que ninguém, então, me peça compreensão,
Que ninguém, então, me procure por ajuda quando em dor,
E que beba sozinho seu amargo copo de tristeza;
Ou que descubra que suas batidas no meu coração foram em vão.