sábado, 4 de fevereiro de 2023

Poetria XVI

Sempre soube que você era imaginado

se não era antes, o é agora

pois o passado desenrola

e teu rastro foi apagado

deixando-me só memória


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Quanto tempo dura a saudade?

Quanto tempo dura a saudade?

Pouco: Uma vida inteira

E o trabalho árduo e leve

Nessa vida passageira

É deixar saudade onde se deve

Um pouco de si no outro

E tudo de si, de brincadeira

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Poetria XV

A tristeza é triste sozinha

Chora o choro na solidão

E o colo que te apazígua

é da tristeza irmão


A raiva é raiva sozinha

enfurece solitária

E a voz que te acalma

é da raiva adversária


O amor, que é compartilhado,

decola do peito, é alado!

Se faz bem desacompanhado

Melhor, é ao teu lado





terça-feira, 31 de janeiro de 2023

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

(Re)desencontros

 Naquele dia ensolarado e frio era você, não era? Um dia quente e gelado. Era você, sim. Era você olhando para mim. Era você virando a esquina, notando-me e olhando para trás, não era? Sim, era, sim, eu sei que era. Senti você ali e me alegrei bastante. Achei que iria me magoar ao te rever. Achei que ficaria com a feição triste ao te reencontrar. Que sentiria frustração ou tristeza, ou raiva. 

 Sabe o que me aconteceu ao ter sua presença por poucos segundos? Meu peito se encheu é de alegria. Inflou-me um sorriso bobo que ficou colado na minha cara. O tempo é cálido! A vida é boa! Cumprimentei as nuvens! Por uns bons dez minutos só pensei em felicidade. Aí eu notei algo importante... Você não me faz triste - e nunca fez.

  Você me faz feliz. A sua presença, como diz o poeta, entra pelos sete buracos da minha cabeça. A esvazia dos tempos ruins. Renova meu coração. Sinto um fôlego totalmente novo com uma pequena dose dela. Ao contrário, sua ausência é que me dói profundamente. É seu não estar, é a esquina da rua vazia, a mensagem não enviada, a carta não lida, as memórias rasgadas e jogadas no lixo. É a voz de outros tomando os decibéis da sua voz. É você, de costas, partindo. São as pegadas da sua existência e não seus passos. É saudade... é saudade.