sexta-feira, 17 de março de 2023

Poetry I

In the blurred lines

Even for a minute of in time

by the end of a night

Oh! I would gladly be alive

in the ashtray of your life

terça-feira, 14 de março de 2023

Respeite!

Respeite, que as ruas são dos carros

e as calçadas dos calçados

que não tem carros a dirigir


Respeite, que os dias são do silêncio

as palavras do apartamento

os gritos do patrão que é pra se ouvir!


Respeite que as modas são das vitrines

que as roupas são indumentos

desgastados do trabalho para ir e vir


Respeite, as músicas tem compostura

altas só para quem tem cultura

baixas nos ouvidos dos servis


Respeite, que o público é privado

e o dançar só se é autorizado

à vista, num cercado sem lamaçal 


Respeite, a folia é o habitual

só se pula no acolchoado 

Aqui não tem carnaval!



quarta-feira, 8 de março de 2023

A dor

Aceito a dor, sim, completamente

totalmente - em sua maior escala

Quando havê-la é o caos inevitável

abraço-a, plenamente, de corpo e alma


Permito-me a ela torturar e sofrer

sem a ninguém culpar ou devolver

o sofrimento que me destroça e arrasa

qual ela, ingênua, sempre, sempre causa


Ela enforca. Enforca! Cura, depois para

Deixa a sua marca - e não por desleixada

é onde a sua potência esgota, é ali validada


Impetuosa, indolente e consistente: após a dor tudo sara

O tormento tem seu momento, termina, aí ampara

Entrego todo meu sentimento, sem reavê-la, quando se acaba

sábado, 4 de fevereiro de 2023

Poetria XVI

Sempre soube que você era imaginado

se não era antes, o é agora

pois o passado desenrola

e teu rastro foi apagado

deixando-me só memória


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Quanto tempo dura a saudade?

Quanto tempo dura a saudade?

Pouco: Uma vida inteira

E o trabalho árduo e leve

Nessa vida passageira

É deixar saudade onde se deve

Um pouco de si no outro

E tudo de si, de brincadeira