In the blurred lines
Even for a minute of in time
by the end of a night
Oh! I would gladly be alive
in the ashtray of your life
Talvez você retorne aqui e todos os textos tenham sumido ou note que as palavras foram trocadas e o sentido de um poema, de um texto, de uma frase, de um aforismo foi totalmente invertido. Aqui é RASCUNHOlogia, não Definitivologia.
In the blurred lines
Even for a minute of in time
by the end of a night
Oh! I would gladly be alive
in the ashtray of your life
Respeite, que as ruas são dos carros
e as calçadas dos calçados
que não tem carros a dirigir
Respeite, que os dias são do silêncio
as palavras do apartamento
os gritos do patrão que é pra se ouvir!
Respeite que as modas são das vitrines
que as roupas são indumentos
desgastados do trabalho para ir e vir
Respeite, as músicas tem compostura
altas só para quem tem cultura
baixas nos ouvidos dos servis
Respeite, que o público é privado
e o dançar só se é autorizado
à vista, num cercado sem lamaçal
Respeite, a folia é o habitual
só se pula no acolchoado
Aqui não tem carnaval!
Aceito a dor, sim, completamente
totalmente - em sua maior escala
Quando havê-la é o caos inevitável
abraço-a, plenamente, de corpo e alma
Permito-me a ela torturar e sofrer
sem a ninguém culpar ou devolver
o sofrimento que me destroça e arrasa
qual ela, ingênua, sempre, sempre causa
Ela enforca. Enforca! Cura, depois para
Deixa a sua marca - e não por desleixada
é onde a sua potência esgota, é ali validada
Impetuosa, indolente e consistente: após a dor tudo sara
O tormento tem seu momento, termina, aí ampara
Entrego todo meu sentimento, sem reavê-la, quando se acaba
Sempre soube que você era imaginado
se não era antes, o é agora
pois o passado desenrola
e teu rastro foi apagado
deixando-me só memória
Quanto tempo dura a saudade?
Pouco: Uma vida inteira
E o trabalho árduo e leve
Nessa vida passageira
É deixar saudade onde se deve
Um pouco de si no outro
E tudo de si, de brincadeira