Foi um erro com acerto
Sinto muito. Prometo!
Um erro que foi
De novo, cometo
"O mesmo erro?"
O que foi?
Tem conserto o terceto
Agora, prometo
O erro se foi!
Repito em terceto
"Neste quarteto?"
Mas o que cometo
É sempre à dois.
Talvez você retorne aqui e todos os textos tenham sumido ou note que as palavras foram trocadas e o sentido de um poema, de um texto, de uma frase, de um aforismo foi totalmente invertido. Aqui é RASCUNHOlogia, não Definitivologia.
Foi um erro com acerto
Sinto muito. Prometo!
Um erro que foi
De novo, cometo
"O mesmo erro?"
O que foi?
Tem conserto o terceto
Agora, prometo
O erro se foi!
Repito em terceto
"Neste quarteto?"
Mas o que cometo
É sempre à dois.
Luzes piscavam
Sons tocavam
E tanta cantoria!
Contigo havia sonhado
Sim - naquele dia!
Mas agora era outra a hora:
Era hora de folia
Muitos corpos enroscavam
E o chão desarrumado
de muitos pés que dançavam
E a tudo embaralhavam
Enquanto sapatos sapateavam
fora da pista que só acolhia
seus calcanhares sem companhia
Como no sonho: De coincidência a realidade preenchia
Uma novíssima Euforia!
Um primata que assiste pirofagia
Foi tua a presença que calou a gritaria
Trocou-se música por arritmia
A cantoria, agora, era cardíaca
Assim que te vi
Aproveitei e revi
Teus pés! Teus que estavam ali!
E eram os únicos que importavam -
Os demais importunavam
minha viva fantasia
Tão logo ei-la vivido,
bem te vi e a extasia!
O sonho é revolvido.
A Realidade subordina
E ela toda prevenida
evaporou-te na surdina.
Eu rio,
você lago
Desaguo,
Você transborda
Minha correnteza
É sua lentidão
Feitos da mesma água
Não se reencontrarão.