Te amo: quando seu Eu aparece
Quando se esconde em si
o ardor desaquece
Isso! Alivie minha prece...
tire de mim a trama
do solitário apagar das chamas.
Talvez você retorne aqui e todos os textos tenham sumido ou note que as palavras foram trocadas e o sentido de um poema, de um texto, de uma frase, de um aforismo foi totalmente invertido. Aqui é RASCUNHOlogia, não Definitivologia.
Te amo: quando seu Eu aparece
Quando se esconde em si
o ardor desaquece
Isso! Alivie minha prece...
tire de mim a trama
do solitário apagar das chamas.
O céu na minha mente
Abro as pálpebras e com uma só visão
o universo todo se acende
Esse incandescer... como explicá-lo à razão
cuja expressão é algo que não se compreende
sem que antes tenha se sentindo o pulsar do coração
assim, tão de repente?
Em meio ao vazio, flutuava solitária
Seguindo os rastros do nada
Inconsciente e involuntária
Quando dentre as trevas, uma surpresa iluminada: foi acompanhada!
Como mágica, se riu em alegria,
e esqueceu-se de como o silêncio funcionava
O seu vagar foi cercado de cantoria
uma festa completa, onde a monotonia hibernava
Mas, incontrolável, o tempo não pôde se segurar
e assim findou-se a folia
Novamente solitária, às lamúrias voltou a vagar
E a ninguém poderia culpar, por ter lhe apresentado o pranto e a melancolia
Agora, aprisionada em seu não findar
Se ia... se ia.
Florbela Espanca, batizada como Flor Bela Lobo, e que optou por se autonomear Florbela d'Alma da Conceição Espanca, foi uma poetisa portuguesa, que se suicidou em 1930.