Pessoas egoístas sofrem. Se são egoístas demais, nem sequer sabem o por que sofrem. Mas sofrem. E a dor vem da falsa crença de que têm direito à tudo o que anseiam. Toda quebra de expectativa é tidam portanto, como uma injustiça. Uma vil injustiça!
Esses sujeitos são variados e vivem cercados de si mesmos. Seus interesses podem estar tanto em um cercadinho doméstico quanto em um cofre subterrâneo sob um abrigo de aeronaves de uma base da OTAN. O egoísmo, portanto, é um espectro.
Seja num cercadinho, seja num bunker, a existência egoística é paradoxal. Afinal, se tem direito a tudo o que desejam o que anseiam, mesmo, é o próprio anseio. E por milionário que seja, o egoísta corre em círculos, feito um cachorro atacando a própria calda: quer mais e mais. É coisa da natureza humana, querer mais, tal qual uma rinite... ou... uma escoliose.
Se existem egoístas, eles devem ter contribuído com algo para nossa cadeia evolutiva. Sem querer cientificizar demais, mas é extremamente provável que os sanitários individuais e o instituto legal dos danos morais tenham sido contribuições indiretas deles. Afinal, como caminham pelo mundo, com a plena certeza de que merecem tudo, deixam xixi em volta da privada e trombam nos outros com muita frequência. Mesmo sem senso de coletivo, ainda assim contribuem para ele.
Então, pensem assim, toda vez que se perceberem dentro de um cercadinho, notando acreditar que o mundo inteiro cabe ali dentro, tenham orgulho do que quanto contribuíram e contribuirão para humanidade! Estão sem ideias sobre onde podem contribuir? Indenizações por danos temporais! Para construir uma necessidade legal, precisa-se de muito mais jurisprudência! Então, se estiverem se sentindo pra baixo: univos a vós mesmos e abram mais um telemarketing! Demitam a secretária! Viva o atendimento automatizado!
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