terça-feira, 21 de março de 2023

Poetria XVII

 Se sou digna de alguma nota, essa nota é dó

O coração injuriado já não aguenta ficar só

Quer amor e carinho diferente do de avó

Bate sedentário, num saudosismo que ó...

Subsidiariamente

Queria que me amasse tanto, tanto!

Ou que me amasse de volta

Então, que me amasse

Ao menos... gostasse

Que se atraísse. Só se atraísse?

Que não desgostasse

Que tolerasse...

Que somente olhasse!

Que lembrasse

Que não se esqueça, não se esqueça de mim.

sexta-feira, 17 de março de 2023

Poetry I

In the blurred lines

Even for a minute of in time

by the end of a night

Oh! I would gladly be alive

in the ashtray of your life

terça-feira, 14 de março de 2023

Respeite!

Respeite, que as ruas são dos carros

e as calçadas dos calçados

que não tem carros a dirigir


Respeite, que os dias são do silêncio

as palavras do apartamento

os gritos do patrão que é pra se ouvir!


Respeite que as modas são das vitrines

que as roupas são indumentos

desgastados do trabalho para ir e vir


Respeite, as músicas tem compostura

altas só para quem tem cultura

baixas nos ouvidos dos servis


Respeite, que o público é privado

e o dançar só se é autorizado

à vista, num cercado sem lamaçal 


Respeite, a folia é o habitual

só se pula no acolchoado 

Aqui não tem carnaval!



quarta-feira, 8 de março de 2023

A dor

Aceito a dor, sim, completamente

totalmente - em sua maior escala

Quando havê-la é o caos inevitável

abraço-a, plenamente, de corpo e alma


Permito-me a ela torturar e sofrer

sem a ninguém culpar ou devolver

o sofrimento que me destroça e arrasa

qual ela, ingênua, sempre, sempre causa


Ela enforca. Enforca! Cura, depois para

Deixa a sua marca - e não por desleixada

é onde a sua potência esgota, é ali validada


Impetuosa, indolente e consistente: após a dor tudo sara

O tormento tem seu momento, termina, aí ampara

Entrego todo meu sentimento, sem reavê-la, quando se acaba